De 3 a 23 de outubro, o CINUSP exibe a mostra "Cinema Grego: Família e Ruína" com filmes do país que retratam e problematizam a instituição familiar. A entrada é franca nas duas salas do CINUSP, na Cidade Universitária e no Centro Universitário Maria Antônia. O tema da família já era destaque no cinema do país desde a sua Era de Ouro nos anos 1950 e 60, quando diretores como Mihalis Kakogiannis adaptaram tragédias clássicas, como Electra a Vingadora. Um dos primeiros longas-metragens do diretor também pautava a opressão familiar contra as mulheres em Stella. Nos anos 1970 e 80, Theodoros Angelopoulos levou o cinema grego ao reconhecimento internacional em festivais, recebendo a Palma de Ouro em 1998 por A Eternidade e um Dia. Outros filmes do diretor, Paisagem na Neblina e Reconstituição, também estão na mostra. Recentemente, uma nova geração de diretores se tornou conhecida como a “estranha onda grega” (Greek Weird Wave), colecionando prêmios em festivais com filmes absurdistas e de difícil digestão. Entre os artistas destacam-se Athina Rachel Tsangari, cujo filme Attenberg retrata o conflito de gerações entre um pai moribundo e uma filha sem perspectivas, e Yorgos Lanthimos, diretor de Alpes e Dente Canino. Este filme foi vencedor do prêmio Un certain regard no Festival de Cannes de 2009 e retrata a violência e a arbitrariedade de regras familiares surreais. Também compõem a mostra os filmes Singapore Sling, de Nikos Nikolaidis, L, de Babis Makridis, Nunca aos domingos de Jules Dassin e Xenia, de Panos H. Koutras. As sessões acontecem na sala do CINUSP na Cidade Universitária de segunda a sexta às 16 e 19 horas. Na sala Maria Antônia, aos sábados, às 16, 18 e 20 horas, e aos domingos, às 18 e 20h. Mais informações podem ser encontradas no site do Cinusp.
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