quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cinema do Distanciamento

A Mostra do Cinusp que será apresentada de 21 a 31 de maio tem como inspiração "O Cinema do Distanciamento". Um objeto distante: vendo-o de longe ele não nos revela seus detalhes, é difuso. Mesmo próximo, ele pode parecer distante por não expor suas razões, por pertencer a outro mundo que não aquele presente nessa proximidade. O posicionamento que temos frente a um objeto determina seu significado. Na mostra O Cinema do Distanciamento, o CINUSP Paulo Emílio pretende investigar essas questões relativas ao objeto distante no campo do cinema. O cinema clássico sempre se pautou pelo que se convencionou determinar “identificação” – um reconhecimento de características semelhantes entre o espectador e a personagem – e pela decorrente condução imagética e narrativa do público provocada por essa identificação. O espectador, identificado com as personagens, coloca-se na trama como elas e reage aos fatos como se eles se passassem a ele próprio. Na consolidação das convenções do cinema, acabou-se se optando por essa aproximação emocional do espectador com o objeto das narrativas. A partir daí, começaram a se definir as noções de condução emocional, de construção do suspense, de elaboração do clímax. Estas convenções cinematográficas criaram um padrão de transparência, dentro do qual o que a tela mostra deve ser transmitido clara e diretamente ao espectador. Para que a identificação ocorra, é necessário mostrar, expor, revelar, explicar. Com duas sessões diárias, às 16h00 e às 19h00, serão apresentados filmes como: Contos de Canterbury, O Medo Consome a Alma, Deserto Vermelho, A Menina Santa, Barry Lyndon, São Bernardo, Últimos Dias, O Dinheiro e Luzes na Escuridão. Veja a programação e a resenha dos filmes no site do Cinusp.

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